BOA VIZINHANÇA

Atualizado em 04 de outubro de 2013 às 19:10


ALGUMAS INFORMAÇÕES

Festa da Boa Vizinhança. Esta é a denominação de uma iniciativa já tradicional nos fins de ano, que reúne vizinhos, amigos e familiares residentes nas proximidades das ruas Ginásio Pio XII, Rui Barbosa,Teresa Verzeri e Santo Ângelo, em Três de Maio, RS.

A primeira edição foi em 1989. As crianças, motivadoras iniciais, foram crescendo e a Festa da Rua deixou de acontecer, mas permaneceu na lembrança e na saudade de todos. De quando em vez,a provocação: "Vamos fazer a festa na rua"?

Em 2002, com entusiasmo e alegria, retomamos este saudável, agradável e bonito momento de confraternização.

A data é combinada,sem formalidades, para ser em dezembro, antes do Natal para reunir o máximo de familiares.

Com a permissão das autoridades competentes, no fim da tarde, ruas interditadas com cavaletes para garantir a segurança, mesa da cabana do Turra e Glaci ou do nego Manjabosco, nomeio da rua. O Mireski, sempre animado, vai e volta, sobe e desce, para instalar a iluminação na copada das sibipirunas em frente à residência do Aldino, que fornece a energia elétrica. Traz-se a churrasqueira, que vai para o meio da rua e o freezer que o Rex se encarrega de abastecer de geladas. O consumo se marca no "caderno" e se acerta depois com a Maria, com quem se recolhe os inevitáveis "achados e esquecidos". Na ornamentação, em meio ao chimarrão, as "gurias" Glaci, Gene, Laides, Sedi, Rosinha, Rosana, Marlise, tio Irineu, Guido, Marin, Pedro, Aldino, e toda a vizinhança faz e estica as bandeirinhas que atravessam a rua, enchem balões, fixam as faixas. A sonorização,por conta do Turra, tem animados ritmos do início ao fim da festa... que sempre termina cedo (da manhã seguinte).

Há vizinhos mais próximos e outros mais distantes. Alguns de muitos anos e outros mais recentes.Uns que se foram e outros chegando na área. Vizinhos mais jovens e outros jovens há bastante tempo. Vizinhos mais festeiros, vizinhos mais sérios,vizinhos que pegam parelho, fazer acontecer.... Todos, de todas as idades, sem discriminações nem preconceitos, como velhos amigos, despojados de seus cargos,seus afazeres ou seus compromissos, fazem parte desta elogiável história de boas relações.

Há vizinhos tradicionais, Aldino, Laides, Marceli e Dani, Irineu, Sedi, Eduardo, Guido,Gene, Jones, Marcos e Micheli, Bea, Bruna e Eduardo, Turra, Glaci, Izabel,Marcelo, João Arthur, Andressa, Vera, Honorato e Marli, Rex, Maria,Guilherme, Ricardo, Valéria e Leonardo, Nego Meia, Rosinha, Ana e Ângelo Marin,Rosana, Rodrigo e Vanessa, Pedro e Marlise, Copatti e Rosângela,Djanira e Manuele, Amélia e Grutka, Galiotto e Lídia, Lúcia, Lidio e Adelina,Rosane, Leandro, Arlete e Gabriela, Cristina e Gildor, Clélia e Rodrigo,Mireski.

Há vizinhos recentes que integram a Boa Vizinhança e que não gostam de festa que termina cedo, Marcos e Andréia, Marcos, Ana, Mariana e Ana Clara, Olívio e Lori, Luiz e Família, Sidnei, Andréia e filhos, Casal Moacir Carvalho. Amigos do peito de vizinhos,Dr. Airton e Maria Salete, Corso e Neiva, Nestor e Vânia, Jaime e Idalina, Zaczeski e Leonir.

"Vizinhos docoração", famílias que deixaram lembranças Quezo Foletto, Gigio Foletto, Lauro, que retornam quando podem e são sempre todos bem-vindos.

Alguns vizinhos queridos, entre eles o Alcindo, Paulo, Vó Helena, Vó Olga, Vô Arthur, que foram formar um novo grupo de Boa Vizinhança em outra dimensão, mas continuam presentes na saudade de quem continua por aqui e confraternizam representados pelos familiares.

Perdão aos que eventualmente deixamos de citar.

Fim de tarde, cadeiras dobráveis debaixo do braço, mãos carregadas de pratos, talheres, saladas, pão,cuca, o inevitável pedaço de carne que vai para o espeto. Tudo vai para a mesa coletiva e depois todos se servem da grande, farta e variada ceia da Boa Vizinhança.

Uma das faixas, "Que bom!!! você veio", traduz o sentimento que aproxima a todos, faz todos se sentirem em "casa" embora literalmente na rua, que já mereceu do poeta um nome especial, "A rua das emoções".

Um momento de agradecer e pedir ao criador saúde, amizade, alegrias, prosperidade, uma oração de mãos dadas, destinação da coleta da "santinha", um abraço fraterno de Feliz Natal e Próspero Ano Novo, bateria de fogos.

A Festa da Boa Vizinhança também se faz de boas lembranças das primeiras edições, com acriançada disputando "bicicross", com direito a queda de bici na rua, festa da gurizada chupando picolé, ou cobrando dos pais o adiamento por causa da chuva que não veio. A Festa da Boa Vizinhança se faz de variados e demorados bons papos. Faz-se de moderados goles, de inevitáveis "gozações" entre gremistas e colorados, com direito a bandeiras e uniformes. Acontecem "altas discussões"sobre as mais preocupantes questões políticas, sociais, religiosas, culturais e econômicas. "Decidem-se em alto nível" situações nas diferentes esferas governamentais, não governamentais, mundiais e locais, presentes e futuras,entre tantas, o asfaltamento da Rua das Emoções. Fotos memoráveis, brincadeiras saudáveis e muitas histórias para comentar nos dias e meses seguintes.

As horas passam, e passam muito rapidamente, mas ninguém tem pressa para ir embora.

Uns se recolhem mais cedo, outros mais tarde e outros bem mais tarde. Esta galera recolhe a estrutura, deixa tudo em ordem, rua liberada e limpa, apaga as luzes e acende as expectativas para o próximo ano.

Habitualmente os veículos de comunicação, emissoras de rádio, jornais, revistas divulgam e destacam este acontecimento despretensioso, familiar, simples, mas que fortalece as relações de amizade e principalmente da Boa Vizinhança.


POEMA: A RUA DAS EMOÇÕES
(autor: Aldino Ludwig)

"Nesta rua, nesta rua
Tem um bosque
Que se chama,,
Que se chama solidão"...
Numa noite de dezembro
As pessoas em alvoroço
Viram a fada da amizade
Pegar a pena da mão do poeta
E escrever, em sua bondade,
"que se chama emição".

A Festa da Vizinhança
Há muito afastou a solidão.
Hoje os abraços, os risos,
os beijos e a emoção
são os ingredientes
desta bela confraternização.

A rua é um grande palco.
Sem cortinas, tudo é aberto
Muros? Não há razão de ser.
As cercas e portas se abrem,
Deixam os sorrisos aparecer.
No rosto e olhar do outro,
Mais um valor descoberto

Uma cálida gota de lágrima
Se funde com a gota de sereno
E repousam unificadas
Na flor que assiste, enlevada,
À prece das almas erguidas
E às mãos entrelaçadas.

A mesa grande a abraçar
Os dois lados da rua
É a consagração da coletividade,
Depositária do compartilhamento
E abolição da individualidade.
E no coração de cada presente
Sempre cabe mais um,
Para aumentar op contentamento

As estrelas do céu
Espreitam o seu testemunho
O ágape recheado de amor,
Preparado de irmão para irmão.
A churrasqueira crepita as centelhas
Do calor da tarefa em união.

Entre as copadas das árvores
Espiam os olhos da natureza
O aperitivo é de rezas e abraços,
os pratos vindos de todas as direções
tem recheio de solidariedade,
temperos de companheirismo
e pitadas de amor e afetividade.
Feitas com esmero e de coração,
As sobremesas provocam cantos
E um convite a repetição.

Repetição da própria festa,
Que já tem data reservada
Trazendo mais um novo irmão.
No outro ano, se Deus quiser,
A já esperada celebração,
Aqui no mesmo lugar,
De novo o nome vai mudar,
De PIO XII para Rua das Emoções




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