CABANA

Atualizado em 01 de outubro de 2013 às 23:00


CANTINA Don Giácomo

A industrialização de produtos coloniais sempre foi uma das atividades da famíliaTurra.

Para atender os amigos criamos um espaço para disponibilizar massas caseiras, produtos coloniais artesanais e Vinhos com a qualidade da família Turra.

Adotamos a marca "Don Giácomo", em homenagem ao nono "Jacó".

Este mesmo nome fantasia é utilizado pela Gasperin Indústria e Comércio de Vinhos Ltda de Caxias do Sul.

Este ambiente, com estilo de cabana, jeito de porão, marcas de memorial, cantinho acolhedor, rústico, é o nosso cantinho para reunir os familiares e amigos em torno da mesa, boa massa, bons vinhos, bons papos, prosas e versos, boas lembranças e sonhos.

Construído em 1992, foi responsável técnico o engenheiro civil prof. Mário Guber, e as obras executadas por um construtor de Quaraim. As tábuas do assoalho vêm do reaproveitamento da antiga residência do nono Dovílio Turra. A madeira utilizada na cantina é cedro e angico. As escadas e treliças foram feitas pessoalmente por Nelsis. Tijolos e telhas de barro, fornecidos pela Cerâmica Morangueira, do Polaco Zawatzki e da Marisa Corso.

A Cabana "DON GIÁCOMO", equipada com máquinas e acessórios para produzir e conservar diferenciadas massas caseiras, tem espaços para armazenar vinhos, graspa, licores, vinagres. Serve de ateliê para a Glaci exercitar suas habilidades artísticas de pinturas em madeira, cerâmica, tecidos e outros materiais. Com freqüência, torna-se local de encontros, para celebrar a vida e confraternizar com familiares e amigos, além de "sala de aula" para aulas de italiano.

Alguns objetos eternizam um pouco da história familiar. A mesa em louro, fabricada em1930, em torno da qual se alimentaram, com muita polenta e leite, os 13 filhosdos nonos Giácomo e Angelina. Depois de usada por muitos anos para matar porco e fazer salame, foi restaurada pelo Nelsis em 1995 e aí permanece. Junto está o guarda-louça de 1930, do tempo das lamparinas a querosene, que ficava junto com os nonos Inocente e Esther Andreazza Tibolla, herdado pela filha Leonora, depois de restaurado por Nelsis em 1996. Distribuídos pelos espaços, o panelão de ferro e o banco da "aranha", na qual a Glaci, com o vô Arthur, entregavam leite, moranguinhos, hortaliças na cidade. Pipas, garrafões, garrafas, na parede pendurados, o serrote, o fole de matar formiga, canga, serrote, plantadeira, utensílios de lavoura, de lidas domésticas, integram as muitas habilidades das diferentes épocas e etnias.

Desejamos, com este relicário de respeito à bravura dos nossos antepassados, inspirar as gerações presentes e futuras para conservar o amor ao trabalho, a dedicação à família, cultivar saudáveis relações com amigos e vizinhos.

"Preservar a história é uma forma de respeito aos "nostri antenatti"




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